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Oficina do Canindezinho

Oficina_Juraci_Magalhaes Aoficina do dia 05/08/2015 aconteceu na Praça do Canindezinho e começou por volta das 17:30 com aproximadamente 35 pessoas da comunidade Canindezinho e 1 do Santo Emílio. Nesta oficina conhecemos pessoas guerreiras, trabalhadoras, batalhadoras e invisíveis para a grande maioria dos fortalezenses. Foi uma oficina muito animada e participativa, pois todos estavam bem à vontade para se expressar e falar o que os incomodava no bairro.

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Os pontos mais debatidos foram:

Os pontos mais debatidos foram:

Tombamento da Igreja Católica Apostólica Brasileira pelo IPHAN. A igreja foi construída em 13 de julho de 1913 e ainda não foi tombada. No Canindezinho tem outra igreja que também precisa ser tombada.
A distância do Posto de Saúde do Siqueira, que é longínquo, não tem médicos e nem medicamentos e a ausência de visitas dos agentes de saúde. Esses dois itens deixam os moradores muito insatisfeitos, pois muitas vezes as pessoas vão doentes, com dificuldade de locomoção, são idosos ou vão com crianças e fica difícil andar tanto sob um sol escaldante para chegar lá por não terem dinheiro para a passagem do ônibus, ou terem um grande deslocamento para chegar até o posto de saúde.
A feira livre que acontece todas as quartas-feiras atrapalha o trânsito, traz mau cheiro para a rua após a feira e sujeira. Eles desejam que seja construído um local próprio para a feira, onde os feirantes tenham os seus boxes, condições de higiene adequadas, não atrapalhe o trânsito e que seja de fácil acesso a todos.
Foi solicitada uma cabine policial para a pracinha do Canindezinho e outra para a esquina do Residencial Juraci Magalhães, além de maior segurança dentro do bairro.

Conjunto Habitacional Juraci Magalhães
Conjunto Habitacional Juraci Magalhães

Falta de containers de lixo.
Juraci Magalhães- Falta de containers de lixo.

Juraci Magalhães - Área livre para construir uma praça.
Juraci Magalhães – Área livre para construir uma praça.

Outros Problemas Citados

  • Capinação
  • Coleta de Lixo
  • Lazer 
  • Cooperativa
  • Adequação da Quadra
A capinação aparece como uma problemática no Canindezinho em geral. Em qualquer comunidade do Canindezinho é comum se encontrar matagal, terrenos baldios sujos, repletos de entulho, lixo, mato e animais como ratos, baratas, escorpiões e mosquitos. Alguns moradores varrem e capinam ou pagam para alguém capinar a sua própria calçada, para assim manter limpo o seu espaço e diminuir o risco de animais nocivos. Veja depoimento. 
A coleta de lixo é feita regularmente e no Residencial Juraci Magalhães, eles dispõem de 3 containers de lixo na rua lateral para atender ao residencial, entretanto, para os blocos que ficam localizados na Av. Fluminense, esses depósitos para lixo ficam distantes e são insuficientes para a quantidade de moradores e lixo que é emitido diariamente. A solução encontrada pelos moradores é a instalação de mais 2 containers na lateral do residencial pela Av. Fluminense, entretanto, ainda não foram atendidos pelas autoridades.
As pessoas do Residencial Juraci Magalhães se sentem abandonadas pelos órgãos governamentais: “faltam projetos, uma praça com área de lazer onde as crianças e jovens possam brincar, praticar esportes, fazer um judô, capoeira e que os bombeiros possam fazer ginástica com os idosos”. No próprio residencial possui área livre para isso, entretanto, nada foi feito. Ao lado do Residencial Juraci Magalhães, por trás da CAGECE, tem uma área onde eles solicitam que seja construída uma quadra poliesportiva.
Também ao lado da CAGECE, os moradores solicitam que seja construída uma Cooperativa, pois a maioria dos moradores do residencial são catadores e trabalham com reciclagem.
Também foi solicitada a adequação da quadra da Praça do Canindezinho para a realização de esportes, com a colocação de rede protetora para evitar a fuga da bola e de bater nos transeuntes.

Os moradores participam da oficina do bairro Canindezinho.
Os moradores participam da oficina do bairro Canindezinho.

Os moradores discutem o seu bairro.
Os moradores discutem o seu bairro.

Os moradores pedem assistência social e psicológica às famílias e aos adolescentes de liberdade assistida, pois era para esses jovens terem cursos profissionalizantes, retorno à escola, estímulo à pratica de esportes e de instrumentos musicais, ingresso em programas de menor aprendiz e encaminhamento ao mercado de trabalho assim que terminam o estudo, pois sem os cursos e atividades, esses meninos ficam ociosos. O atendimento era para ser por regional, nos equipamentos públicos do bairro e nas vilas olímpicas do estado.

Como foi observado por este texto, são muitas as queixas dos moradores. Com certeza, outras ficaram de fora, mas as principais foram colocadas aqui. Esperamos que as autoridades escutem a voz dessas pessoas que clamam por ajuda e atenção, pois são muitos que se encontram desassistidos por diversos setores públicos. Esta foi a primeira de muitas reuniões e desejamos que todos tenham gostado!

Sobre Carolina Rocha

Técnica em Turismo pela Escola Técnica Federal do Ceará (antiga ETFCE, hoje IFCE). Formada em Secretariado Executivo pela UFC. Estudante de MBA em Assessoria Executiva na Universidade Estácio de Sá. Sou Secretária Executiva do Projeto Provoz desde o seu início em 2013. Minhas áreas de interesse são trabalhar com reciclagem, museus, arte, cultura e inclusão social.

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